Ninguém nos perguntou nem consultou, mas nós dizemos: SIM, SOMOS CONTRA ESTA PROPOSTA! – PARTE III

Pois bem, decidiu o Governo criar uma zona para frequência exclusiva para os Grupos Organizados de Adeptos (definição que iremos abordar em breve). Em termos gerais, até podíamos estar de acordo, se a previsão também tivesse sido proporcionar-lhes zonas onde possam estar com segurança, através de uma safe standing area. Mas não é nada disso que esta lei traz.

É agora obrigação do Promotor Desportivo, nomeadamente:

“p) Criar zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos nos recintos onde se realizem espetáculos desportivos integrados nas competições desportivas de natureza profissional ou de natureza não profissional considerados de risco elevado e impedir o acesso às mesmas a espetadores que não cumpram os requisitos previstos no artigo 16.º-A;
q) Garantir as condições necessárias ao cumprimento do disposto no n.º 3 do artigo 16.º-A;
r) Impedir os grupos organizados de adeptos de aceder e permanecer, antes e durante o espetáculo desportivo, noutras zonas do estádio que não aquelas que lhe estão destinadas;”

Ao invés de promover que estas zonas sejam ambientes de festa, o Governo resolve enclausurar os Adeptos nestas áreas, restringindo-lhes o acesso ao restante complexo desportivo.
Quer isto dizer que, um dia que quiserem ir com os vossos amigos para a Central, em grupo, e se porventura forem portadores de uma gigante faixa de mais de 1 x 1m, serão barrados à entrada. Porque fazem parte de um Grupo Organizado de Adeptos e possuem cartão de adepto, serão encaminhados para a jaula onde deviam estar? Mas se deixarem o pano à porta, despem a veste de grupo organizado de adeptos perigoso e criminoso e podem entrar?

Perguntamos ainda quais são os requisitos previstos no Art. 16º A… Porque não encontramos nenhum Artigo 16º A nem nesta proposta nem na Lei ainda em vigor!!!